Um estudo recente do MIT acendeu um alerta: o uso da inteligência artificial pode estar reduzindo nosso engajamento cognitivo. Em outras palavras, estamos pensando menos quando usamos IA para realizar tarefas complexas. Mas afinal, como a inteligência artificial afeta o raciocínio no dia a dia? Essa é a pergunta que guiou a pesquisa do MIT — e que traz implicações diretas para profissionais que dependem do raciocínio crítico, como advogados, analistas e gestores.
O que o MIT revela sobre como a inteligência artificial afeta o raciocínio
Conduzido pelo MIT Media Lab, o estudo intitulado “Your Brain on ChatGPT” analisou como diferentes formas de acessar informação afetam o desempenho cognitivo. Três grupos participaram da pesquisa:
- Um grupo usou apenas a memória própria para escrever redações;
- Outro utilizou ferramentas de busca como Google;
- O terceiro grupo teve acesso ao ChatGPT.
Ao monitorar a atividade cerebral com sensores de EEG, os pesquisadores observaram que o grupo que usou IA teve menor engajamento cognitivo, com queda na atividade de áreas relacionadas à memória, atenção e raciocínio. Além disso, 83% não conseguiram lembrar de trechos do texto que haviam acabado de escrever.
As redações geradas com ajuda da IA foram descritas como genéricas, pouco criativas e com linguagem sem originalidade. O estudo conclui que, embora a IA ofereça agilidade, ela também pode reduzir o esforço cognitivo — o que, a longo prazo, afeta nossa capacidade de pensar criticamente, como destacou o Tech.co e também o New York Post.
Estamos usando mal a IA?
O estudo não condena a inteligência artificial, mas alerta para o uso passivo da tecnologia. Quando profissionais usam a IA apenas para obter respostas prontas, sem refletir ou interpretar, há perda de autonomia intelectual.
Por outro lado, o uso ativo e consciente da IA — como apoio e não substituição do pensamento — pode aumentar produtividade sem comprometer a qualidade.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, criticou o estudo, argumentando que a IA tem aumentado sua performance cognitiva ao ser usada com critério e foco em produtividade.
Impactos de como a inteligência artificial afeta o raciocínio no trabalho
Se confirmados, os achados do estudo têm implicações amplas para diversas áreas: educação, comunicação, gestão e tomada de decisão. No ambiente de trabalho, um uso apressado e não reflexivo da IA pode levar a:
- Textos genéricos, que não transmitem valor real;
- Decisões baseadas em respostas sem contexto;
- Redução da capacidade de argumentação e convencimento;
- Perda de diferenciação profissional.
Profissionais que dependem de análise, interpretação e comunicação precisa — como juristas, consultores, jornalistas e professores — têm mais a perder com o uso raso da tecnologia. Para eles, a IA precisa ser uma aliada e não um atalho cognitivo.
O que isso tem a ver com o mercado jurídico?
Embora o estudo não tenha foco no Direito, suas conclusões tocam um ponto sensível para quem trabalha com análise crítica, interpretação de normas e tomada de decisão: não basta ter a informação, é preciso saber interpretá-la.
Na advocacia, confiar cegamente em uma resposta pronta gerada por IA pode gerar risco jurídico, erros de interpretação e perda de credibilidade. Por isso, é fundamental que ferramentas de IA sejam treinadas com base jurídica sólida, ofereçam transparência na origem dos dados e permitam ao usuário manter o controle da análise.
Como a Turivius responde a esse desafio
Na Turivius, acreditamos que a IA não deve substituir o raciocínio jurídico, mas ampliar a capacidade de interpretação e produção de conhecimento. Nosso assistente de IA, o GPTuri, foi criado exatamente com esse princípio:
- Baseado em jurisprudência real, com citações e referências visíveis;
- Curado para o Direito brasileiro, com foco em qualidade e não apenas velocidade;
- Controlado pelo usuário, que pode revisar, editar e validar as respostas.
Dessa forma, a IA não “pega o atalho”, mas sim constrói junto com o jurista. O raciocínio continua central, agora com mais dados, mais agilidade e mais poder de síntese.
O que aprendemos com tudo isso?
O estudo nos lembra que precisamos refletir sobre como a inteligência artificial afeta o raciocínio, e como podemos usá-la de forma consciente.
No contexto jurídico, isso é ainda mais crítico. O uso consciente da IA, como no caso do GPTuri da Turivius, permite aliar precisão, produtividade e pensamento crítico, algo essencial para manter a excelência no serviço jurídico.
Para um olhar complementar sobre temas jurídicos em alta, confira também nosso outro artigo: Inteligência Artificial no Direito: como funciona, benefícios e desafios
FAQ: Como a inteligência artificial afeta o raciocínio?
O que o estudo do MIT revela sobre como a inteligência artificial afeta o raciocínio?
O estudo mostrou que pessoas que usam IA para escrever tendem a ter menos atividade cerebral relacionada a memória, atenção e raciocínio, quando comparadas a quem usa o próprio conhecimento ou ferramentas de busca.
Isso significa que não devemos usar IA?
Não. Significa que devemos usá-la com consciência. A IA pode ser uma aliada poderosa, desde que usada para complementar e não substituir o raciocínio humano.
A IA é segura para uso jurídico?
Depende da ferramenta. No caso do GPTuri, da Turivius, a IA é treinada com base jurídica confiável, apresenta fontes, permite validação e ajuda a construir análises com padrão de especialista.
Como evitar o uso passivo da IA?
Sempre questione a resposta gerada, valide as fontes, complemente com análise própria e use a IA como uma extensão da sua inteligência — não como um substituto.
