O futuro do Direito não reserva surpresas, mas sim oportunidades. Isso porque o presente do Direito já é tecnológico, e a tendência é que esse processo de transformação se acelere ainda mais com o surgimento de Legal Techs (empresas que desenvolvem soluções tecnológicas para o setor jurídico) inovadoras.
Neste artigo, vamos apresentar um panorama sobre a realidade atual da área jurídica e quais são as expectativas e projeções para o futuro. Este conteúdo é para você, profissional do Direito, que busca constante evolução e quer se posicionar no topo do mercado jurídico, alinhando-se às melhores práticas e tecnologias disponíveis, através das legal techs.
Ao final da leitura, esperamos que você seja capaz de tomar decisões mais estratégicas sobre sua vida profissional, considerando o cenário atual e as oportunidades futuras.
Legal Techs e a transformação da advocacia
Independente do seu tempo de atuação no mercado jurídico, você provavelmente já ouviu falar sobre a possibilidade de advogados serem substituídos por “robôs”. Será que isso é realmente possível?
A resposta é não. A tecnologia está aqui para executar atividades repetitivas e operacionais com maior rapidez e eficiência. Logo, ela não tem como objetivo substituir o trabalho do advogado, mas sim facilitar.
Segundo um estudo publicado pela Forbes (2020), o trabalho operacional tradicionalmente feito pelos advogados já está desaparecendo e acabará quase que completamente. Isso vale para todos os domínios em que a inteligência artificial fornece soluções. Ainda assim, áreas que exigem inteligência emocional e julgamento humano continuarão sendo desempenhadas por profissionais do setor.
Neste contexto, o advogado passa a se dedicar quase que exclusivamente a funções estratégicas. Assim, as Legal Techs ganham protagonismo ao desenvolver soluções que apoiam essa transição para uma advocacia mais estratégica e menos operacional.
Do advogado operacional ao advogado estratégico
Vejamos um exemplo de como o advogado pode complementar a atuação da tecnologia:
- Suponha que uma ferramenta de jurimetria diga ao usuário que em um determinado caso, perante um determinado juiz em uma determinada jurisdição, a probabilidade de um resultado bem-sucedido é de 55%;
- Essa previsão não diz exatamente ao advogado ou cliente qual é o melhor caminho a ser seguido, ela apenas aponta uma tendência;
- A estratégia que será adotada depende apenas do advogado que, a partir do seu próprio conhecimento jurídico, irá aconselhar seu cliente da melhor forma.
O exemplo esclarece: a tecnologia é o alicerce para a extinção de atividades operacionais repetitivas da rotina da prática jurídica e da democratização da informação.
“Os robôs vão substituir os advogados?
Não, mas os robôs vão redirecionar advogados.”
Olga V. Mack | Vice-presidente & CEO da Parley Pro na LexisNexis
Entendemos que a tecnologia pode facilitar o uso da capacidade do advogado no que é essencial: na construção e reflexão de novas e melhores ideias e fundamentos.
A alta repetição de atividades é um desperdício do intelecto humano, muitas vezes causada pela má organização ou dificuldade de acesso às informações jurídicas, como jurisprudências.
A Inteligência Artificial surge para suprir essas necessidades, e deve ser acessível para escritórios de todos os portes.
Desafios do cenário jurídico brasileiro
O Brasil possui um dos sistemas jurídicos mais complexos do mundo. Isso acontece, em parte, pela informação descentralizada e de difícil acesso. Apesar dos processos judiciais estarem disponíveis online, estão descentralizados, de forma que torna o acesso difícil e o cruzamento de dados impraticável.
Como resultado, muitos advogados altamente qualificados gastam horas com tarefas operacionais, como buscar jurisprudência manualmente ou organizar documentos digitais. É nesse cenário que as Legal Techs ganham protagonismo.
Essas empresas fornecem tecnologias que foram desenvolvidas para automatizar atividades repetitivas, lidar com grandes volumes de dados e, com isso, otimizar o tempo dos profissionais. Assim, possibilitam que os advogados se dediquem ao que realmente importa: análises estratégicas, construção de teses e relacionamento com os clientes.
Apesar disso, muitos escritórios ainda não adotaram essas soluções. Segundo um estudo da FGV (2018), há duas explicações principais para essa resistência:
- Os escritórios de advocacia não entendem a dimensão das mudanças que estão acontecendo. Há desconhecimento sobre o potencial das tecnologias e do impacto que podem causar na produtividade.
- Apesar de reconhecerem as mudanças, muitos profissionais as subestimam e entendem que não serão afetados pela transformação digital, deixando de tomar providências a respeito.
A verdade é que a transformação já começou. Legal Techs não são apenas um diferencial competitivo, são uma necessidade para quem deseja se manter relevante no mercado jurídico.
A digitalização é o primeiro passo. O segundo é usar essas ferramentas para liberar o potencial intelectual do time, aprofundar a análise jurídica e entregar maior valor aos clientes.
Leia também: Principais métricas para advogados e para departamentos jurídicos
Como as legal techs estão mudando o futuro do Direito
As Legal Techs têm como principal objetivo identificar possíveis deficiências do mercado jurídico e trazer soluções tecnológicas que proporcionem rotinas mais eficientes.
Nos últimos anos, especialmente durante a pandemia, elas se tornaram protagonistas na adaptação do setor às novas demandas.
Relatórios como o da Arden Partners PLC mostram que mudanças já estão em curso: um terço dos advogados britânicos deve atuar sob modelo de consultoria nos próximos anos. A atuação sem sede física é uma consequência direta do avanço tecnológico promovido pelas Legal Techs.
Além disso, o crescimento dos investimentos no setor evidencia seu potencial. De acordo com a Forbes, mais de US$ 750 milhões foram investidos em Legal Techs nos Estados Unidos nos últimos cinco anos. Essas startups estão redesenhando o futuro do Direito.
A desigualdade no acesso à tecnologia jurídica
A digitalização da advocacia brasileira ainda é marcada por grandes desigualdades. Escritórios de grande porte geralmente têm acesso facilitado a tecnologias avançadas, o que amplia sua capacidade de análise, gestão e eficiência operacional.
Já os pequenos e médios escritórios, por vezes, enfrentam barreiras como falta de conhecimento, custo elevado e ausência de infraestrutura adequada.
Essa diferença tecnológica cria um cenário de competitividade desequilibrada, onde muitos profissionais não conseguem explorar o potencial de softwares jurídicos modernos simplesmente por não terem acesso a eles. Essa limitação compromete não apenas a eficiência dos escritórios, mas também o acesso à Justiça de forma mais ampla e democrática.
Nesse contexto as Legal Techs desempenham mais um papel essencial. Ao desenvolver soluções acessíveis, escaláveis e adaptadas a diferentes perfis de escritórios, essas empresas possibilitam a democratização da tecnologia jurídica no país.
A Turivius, por exemplo, oferece planos pensados para diferentes realidades, permitindo que mais advogados e advogadas possam atuar com base em dados e inteligência jurídica.
Dados: o ativo mais valioso da advocacia moderna
Vivemos na era da informação. Em um mundo cada vez mais data-driven, é essencial que os profissionais da advocacia possam utilizar ferramentas que facilitem o acesso à informação.
Vale lembrar que todo este cenário tecnológico em que estamos vivendo hoje fez parte da previsão de vários estudiosos e visionários. Isso também vale para o futuro do Direito.
O famoso sociólogo espanhol Manoel Castells profetizou que entraríamos na era da informação já nos anos 1990. E ele tinha razão. Pessoas, sociedades e países com acesso à informação são os detentores de poder.
Em 2006, o matemático britânico e mentor de marketing da Tesco, Clive Humby, declarou: “dados são o novo petróleo”. E nos 15 anos que se seguiram, grandes empresas como Facebook e Google coletaram dados incalculáveis para nos fascinar com o máximo de informações não filtradas possíveis.
“Dados são o novo petróleo”
Clive Humby | Marketing da Tesco
É neste cenário que tecnologias como Big Data tomaram notoriedade. Com a quantidade massiva de informações disponíveis no mundo hoje, foi necessário desenvolver uma ferramenta capaz de coletar, tratar e analisar informações a partir de um enorme conjunto de dados. Um processo que levaria meses ou até anos para serem realizados por uma mente humana.
Ao mesmo tempo, no meio jurídico, soluções inovadoras baseadas em análise de dados como a jurimetria, por exemplo, se tornam cada vez mais essenciais no dia a dia da profissão.
Quando os dados viram vantagem competitiva: conheça a jurimetria
O termo “jurimetria” foi cunhado em 1948 pelo jurista americano Lee Loevinger (Loevinger 1949).
Em seu texto, Loevinger define a jurimetria como a aplicação de teoria da comunicação e informação para expressões legais, o uso da lógica matemática na lei e a formulação do cálculo de probabilidades legais (Loevinger 1963).
Na prática, a jurimetria apresenta uma análise muito mais aprofundada, que permite ter uma visão mais ampla sobre tendências jurisprudenciais sobre o tema de interesse. Por fim, também aponta estatísticas importantes como:
- Posição dominante dos tribunais.
- Variação da jurisprudência ao longo dos anos.
- Tempo médio de duração de um processo.
- Quais as chances de sucesso de um processo.
- Quais cortes são mais receptivas àquele tema.
Assim como acontece com as demais tecnologias, a jurimetria não substitui a importância da atuação do advogado. Neste contexto, o profissional poderia usar essas estatísticas como base para formar um posicionamento e uma argumentação mais precisa e robusta na defesa do cliente, o que permitiria a ele explorar sua expertise de forma mais completa.
Para saber mais sobre como a jurimetria pode reinventar o Direito, melhorar a competitividade e a receita do seu escritório, baixe o nosso guia definitivo de Jurimetria, gratuito, com casos práticos de aplicação.
Como funciona a jurimetria da Turivius
A jurimetria da Turivius foi desenvolvida no MIT e na USP. Essa, é uma tecnologia complexa composta por um sistema de Inteligência Artificial (AI, da sigla em inglês) que nós chamamos de Vision.
Essa inteligência usa modelos de machine learning para classificar as decisões em favoráveis ao contribuinte, parcialmente favoráveis ao contribuinte, contrárias ao contribuinte e outras/não classificadas. Essa última categoria são decisões ambíguas ou de menor interesse, como remissão à diligência.
A Turivius tem um SISTEMA RIGOROSO DE QUALIDADE que estabelece uma “nota de corte’ para a jurimetria. Isso significa que as estatísticas só são publicadas em nosso sistema quando a precisão estimada é, no mínimo, de 80%.
O futuro é agora, e ele é Legal tech
A Turivius se propõe a facilitar o acesso do profissional do Direito à informação.
Centralizamos em um único buscador diversos tribunais e conselhos administrativos. Otimizamos a experiência de busca e cruzamento de dados para o advogado e, por consequência, reduzimos o tempo gasto no processo de busca em 50% a 75%.
O sistema de busca inteligente da Turivius reduz o tempo de busca jurisprudencial do advogado em 50% a 75%.
Ao implementar tecnologia em sua rotina, o advogado terá mais tempo para se dedicar a tarefas mais estratégicas que irão trazer retorno significativo tanto em sua vida pessoal quanto na profissional, como:
- Atender mais clientes sem aumentar o número de pessoas na equipe.
- Se aprofundar em teses e processos.
- Investir nos estudos e na carreira.
- Posicionar seu escritório no mercado.
- Captar novos clientes.
- Mais tempo de qualidade com familiares e atividades de lazer.
Inicie seu teste gratuito agora e conheça de perto o futuro do Direito com o Software Jurídico da Turivius.
A missão da Turivius é possibilitar a rapidez na resolução de vários outros problemas que hoje afligem os operadores do Direito, agregando qualidade, velocidade e alta eficiência à prática jurídica.