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Fraudes na Black Friday: quando o banco deve ressarcir o consumidor?

Ilustração digital representando segurança bancária e fraudes na Black Friday, com foco em golpes via Pix e cartão

Fraudes na Black Friday são cada vez mais comuns e geram dúvidas sobre o dever de ressarcimento. A Black Friday é conhecida pelos descontos agressivos e volume expressivo de transações online. No entanto, esse período também evidencia o crescimento expressivo de fraudes financeiras, como golpes via Pix, phishing, clonagem de cartões e falsas lojas virtuais. Diante disso, surge uma dúvida recorrente: quem deve arcar com os prejuízos? O banco é obrigado a ressarcir? Ou a responsabilidade é do consumidor?

O que dizem os tribunais?

Segundo dados recentes da Febraban, as fraudes bancárias durante a Black Friday aumentaram 66% em relação ao ano anterior, superando R$ 1,2 bilhão em prejuízos. Esse cenário reforça os riscos digitais associados a períodos promocionais. Por isso, é fundamental entender o que os tribunais brasileiros, especialmente o Superior Tribunal de Justiça (STJ), têm decidido.

Os tribunais responsabilizam os bancos sempre que há falha na prestação do serviço. O artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor embasa essa interpretação. Além disso, a Súmula 479 do STJ determina que instituições financeiras devem responder por danos gerados por fraudes no âmbito de operações bancárias.

Por outro lado, quando a fraude acontece exclusivamente por ação do consumidor ou de terceiros — como em golpes de phishing, onde o cliente entrega dados sensíveis —, a Justiça tende a afastar a responsabilidade do banco. Ou seja, tudo depende das circunstâncias do caso e da comprovação dos fatos.

Estratégias dos golpistas

Durante a Black Friday, golpistas aproveitam a pressa do consumidor para aplicar diferentes tipos de fraude. A seguir, destacamos os mais recorrentes:

A Operação Engodo, em Ribeirão Preto, ilustra esse contexto. Nesse caso, a polícia desmantelou uma quadrilha especializada em fraudes digitais, responsável por movimentar milhões em contas falsas. O episódio reforça a importância de cautela nas transações online.

Dicas para evitar prejuízos

Adotar boas práticas de segurança ajuda a evitar fraudes. Veja algumas orientações importantes:

Essas atitudes, além de simples, podem fazer toda a diferença para evitar perdas financeiras.

Como a jurimetria pode ajudar

A Turivius oferece tecnologia de ponta que ajuda advogados a entender padrões de decisão sobre fraudes bancárias. Com mais de 130 milhões de decisões judiciais na base, a plataforma revela tendências e riscos com precisão.

Ao utilizar o GPTuri, o assistente de IA jurídica da Turivius, o profissional recebe relatórios estruturados com base em dados reais. Isso agiliza a tomada de decisão e fortalece a estratégia jurídica com argumentos sólidos. Além disso, o uso de dados concretos evita ações com baixa chance de êxito e amplia a previsibilidade.

Para saber mais sobre como a jurimetria pode transformar sua atuação, acesse nosso artigo “Benefícios da Jurimetria para o advogado

FAQ

O banco é sempre obrigado a ressarcir fraudes na Black Friday?

Nem sempre. A Justiça responsabiliza os bancos quando há falha no serviço. Por outro lado, se a fraude decorre de erro exclusivo do consumidor, o banco pode não ser condenado.

Quais são os golpes mais comuns na Black Friday?

Phishing, falsas lojas virtuais, clonagem de cartões e golpes via Pix são os mais relatados. Eles exploram a urgência e distração típica desse período promocional.

O que fazer se fui vítima de fraude na Black Friday?

Aja rápido: avise o banco, registre boletim de ocorrência e reúna todas as provas. Também é recomendável buscar apoio jurídico especializado.

Posso entrar com ação judicial mesmo se o banco recusar o ressarcimento?

Sim. Em muitos casos, é possível comprovar falha na prestação de serviço. Avaliar a jurisprudência, com apoio da Turivius, ajuda a decidir com mais segurança.

A IA pode ajudar em casos de fraude bancária?

Com certeza. O GPTuri, da Turivius, analisa jurisprudência real, identifica padrões de decisão e entrega relatórios prontos. Isso otimiza o trabalho jurídico e aumenta a precisão estratégica.

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